segunda-feira, 9 de novembro de 2009
A norma ISO/IEC 38500 está fundamentada em 6 princípios aplicáveis a qualquer porte de organização, oferecendo as diretrizes básicas para a implementação e manutenção de uma eficaz governança de TI.

1) Responsabilidade

Os indivíduos e grupos na organização devem compreender e aceitar as suas responsabilidades no fornecimento e na procura de TI. Isso para garantir que a conduta ética da gestão para com o mercado, seus colaboradores, seus parceiros, na gestão financeira e fiscal.

2) Estratégia

A estratégia de negócio da organização tem em conta as capacidades de TI atuais e futuras. sta estratégia diz respeito ao como será realizada a abordagem da organização para o contexto de Governança.

3) Aquisições

As aquisições de TI são feitas por razões válidas, com base e análise apropriada e continuada, com decisões claras e transparentes. Há um equilíbrio adequado entre os benefícios, oportunidades, custos e riscos, tanto no curto como no longo prazo.

4) Desempenho

As TI são adequadas à finalidade de suporte da organização, à disponibilização de serviços e quanto aos níveis e qualidade dos serviços necessários para responder aos requisitos do negócio. O desempenho precisa ser medido e monitorado através de metas e métricas que viabilizem a gestão avaliar os resultados que estão sendo obtidos e a tomada de ações corretivas necessárias a eficácia do processo de governança.

5) Conformidade

As TI encontram-se em conformidade com a legislação e regulamentos aplicáveis, buscando uma postura transparente e adequada para com o mercado, a sociedade e a sustentabilidade.

6) Comportamento Humano

As políticas, práticas e decisões nas TI revelam respeito pelo Comportamento Humano, incluindo as necessidades atuais e a evolução das necessidades de todas as “pessoas no processo”. Enfatizando a importância das pessoas para que as mudanças necessárias adoção da Governança de TI sejam alcançadas.

Podemos perceber que na Governança de TI as pessoas são chave para que a mesma seja compreendida e com sucesso implementada nas organizações. e esta importância é realçada pela ISO/IEC 38500:2008, norma internacional para Governança de TI, que ao longo dos seis princípios que a compõe.

Pensando nisso surge o questionamento: Os membros da nossa equipe estão engajados e compreendem claramente o processo de governança de TI?

domingo, 8 de novembro de 2009
Olá pessoal, estarei retomando o meu blog com os meus artigos e os que encontro na internet para que possamos contrir juntos os assuntos de Qualidade e Govenança de TI.

Apartir de hoje também estarei contribuindo com o blog: Gerenciamento de Serviços de TI Baseado na ITIL V3

Espero que vocês possam gostar e contribuir bastante conosco.

Um grande Abraço!
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Em sua matéria “O ITIL pode salvar o storage?”, a Computerworld nos mostra uma outra visão, ou melhor um outro caminho para as melhores práticas do ITIL, a relação com o gerenciamento de storage. Como pode uma abordagem de ITIL ajudar no gerenciamento de storage?
Mapear os conceitos de ITIL para o gerenciamento de storage pode parecer assustador no começo, mas segundo a matéria é possível adaptar esta informação para validar áreas funcionais de gerenciamento de storage.
Será só teoria ou funcionará na pratica? Dê a sua opinião.

Leia a matéria completa - O ITIL pode salvar o storage?
quarta-feira, 25 de junho de 2008
A TI não dá atenção à experiência do usuário

Muitos departamentos de TI estão falhando na busca dos acordos de níveis de serviço. A Forrester na sua pesquisa descobriu que mais de um quarto dos departamentos de TI com SLAs não alcançam as condições previstas no contrato. Ainda mais, 41% dos respondentes concordaram que seu conhecimento em níveis de serviço é básico e eles não provêm os executivos de informações sobre SLAs regularmente. Para completar, 40% dos pesquisados concordaram que faltam informações requeridas pelos executivos no relatório de nível de serviço.
Geralmente a unidade de negócio tem expectativas que vão além do alcance da TI e esse descompasso das expectativas em relação ao uso de SLAs é que esses acordos são centrados em TI e não compatíveis com os objetivos do negócio. A maioria dos departamentos de TI funciona com métricas de TI como rede ou disponibilidade de servidor, ou número de incidentes reportados.
“Mas um SLA deve ser um acordo compartilhado por ambas as partes com o mesmo objetivo”, acrescenta a Forrester. “Então ninguém sabe como as altas expectativas do negócio podem ser o problema. É responsabilidade da TI medir o sucesso dos objetivos do negócio. Métricas técnicas, funcionamento da rede e o tempo de atualização de servidores, que são importantes para o negócio, não são realmente importantes para os usuários de negócio”.
É pouca coordenação e diálogo entre TI e seus colegas de negócio. Se o alinhamento for visto como conformidade com as expectativas do usuário em termos de disponibilidade, desempenho, usabilidade e confiabilidade, então monitorar o desempenho dos usuários finais é a única forma de a TI saber que está respondendo às expectativas.
A pesquisa ainda descobriu que 87% dos respondentes estão usando ferramentas de monitoramento da experiência de usuários finais para pelo menos algumas aplicações críticas, 64% deles admitiram que sabem que os usuários finais estão experimentando problemas de desempenho e de disponibilidade somente quando são registradas reclamações no help desk.
Assim podemos observar que infelizmente, a TI geralmente só acha problemas nos chamados ao help desk, e não em ferramentas de gerenciamento de sistemas. A TI precisa tomar uma atitude em relação à perspectiva do usuário, especialmente quando mais e mais companhias estão entregando políticas baseadas na experiência dos mesmos.
A pesquisa levantou também que para 86% dos entrevistados os usuários reportam problemas mesmo quando todo o sistema de infra-estrutura segue funcionando perfeitamente. “Isso mostra que o monitoramento que está sendo realizado nas companhias não é o suficiente.”
Acredita-se que TI vive um momento de ouro para corrigir problemas, e reduzir o impacto no negócio e melhorar a opinião dos usuários na TI.

A Forrester aponta pontos sobre os quais o CIO deveria refletir:
  • Métricas de nível de serviço ainda são muito centradas em TI e demonstram pouco alinhamento com o negócio.
  • Medir a qualidade do serviço automaticamente não tem a extensão que deveria ter.
  • A maioria das empresas provavelmente não entende a monitoração da experiência dos usuários de negócio e os softwares que estão disponíveis para isso.
terça-feira, 3 de junho de 2008
Gestão de Atendimento e Qualidade

CONCEITUAÇÃO
Apesar do conceito de Gestão ter evoluído muito nos últimos séculos, existe um consenso a que este de deva incluir um conjunto de processos e tarefas que visam garantir a afecção eficaz de todos os recursos disponibilizados pela organização para atingir os objetivos pré-determinados.
No processo de atendimento, o contato do cliente (seja uma reclamação, sugestão ou solicitação) é a entrada principal deste processo, pois é onde vai começar todo o processo. A saída deste processo é o resultado da solicitação feita pelo cliente, sendo uma resposta a uma dúvida, problema resolvido, uma solução atendida, etc.
O processo de atendimento deve ser definido de tal forma que o resultado esperado seja atingindo, incluindo para tal qualificação e treinamento das pessoas envolvidas. Quando não se define bem os processos de atendimento, é comum observar clientes descontentes, equipe de atendimento trabalhando sob pressão, sem um rumo certo, instalando-se um ambiente de verdadeiro caos. Ao contrário, com os processos bem definidos e principalmente, bem gerenciados, o conforto da equipe de atendimento e a satisfação do cliente são nitidamente notados.

GESTÃO DE ATENDIMENTO
Em se tratando de atendimento de Help Desk[1], as informações nem sempre estão disponíveis devido à complexidade de ambientes tecnológicos, barreiras entre setores na empresa, variáveis de ambiente e configuração, sistemas com novas versões e assim por diante. É ai que começa a ganhar importância a gestão do atendimento, buscando tratar as solicitações de forma rápida e eficiente, prevenir que os mesmos incidentes se repitam e medir a satisfação do cliente.
A gestão de atendimento visa oferecer uma metodologia para gerencia e trata as solicitações através de um sistema sistemático e com melhoria contínua.


Processo de Atendimento
O processo de atendimento apresenta os seguintes elementos:
· Solicitação do cliente
· Verificação e tratamento da solicitação
· Solução ou feedback
· Controle do processo
Podemos desdobrar estes elementos em vários outros dependendo da complexidade da solicitação e da estrutura da empresa. Este processo de atendimento tem que garantir a uniformidade dos resultados mesmo que as pessoas envolvidas no atendimento mudem.
Todo processo de atendimento de seguir os ANS[2] pré-estabelecido pelo cliente, sempre no intuito de manter e melhorar a qualidade do serviço oferecido.

QUALIDADE DE ATENDIMENTO
Com o objetivo de estabelecer padrões esperados para o nível de serviço, a qualidade do atendimento deve está alinhado aos da empresa, em um nível estratégico. Isso quer dizer que deve-se estruturar a operação para atingir os objetivos pré-definidos.
Exemplo de acordos que são estabelecidos nos ANS’s:
· Atendimento das solicitações no máximo 4 horas
· 3000 atendimentos realizados/mês
· 90% de satisfação do cliente
· Tempo de espera por atendimento de no máximo 30 segundos

Indicadores da Qualidade
Com os objetivos definidos, os indicadores representam a maneira de medir o andamento de todo atendimento. Os indicadores o sucesso ou não do cumprimento dos objetivos da qualidade, mais ainda, demonstra o desempenho dos processos.
Os indicadores devem dar informação fidedigna, objetiva e pertinente sobre assuntos de importância; devem ser sensíveis às mudanças de desempenho; e devem ser fáceis de calcular com os dados que estão disponíveis.
Os indicadores são os pontos chaves na gestão da qualidade, onde tudo que for possível e viável deve ser medido, avaliado e melhorado. Buscando a melhoria continua do processo de gestão o clico de gerenciamento PDCA (Plan, Do, Check, Act), clico este usado manter os resultados num certo nível desejado.

No próximo artigo darei continuidade falando um pouco sobre os Sistemas de Qualidade apartir de agumas normas ISO e melhores práticas de Gerenciamento de TI. Até lá então...

[1] Área especializada em suporte técnico a equipamentos de informática e telecomunicações, por telefone ou via acesso remoto, com o objetivo de resolver todos os incidentes e problemas que os clientes possam ter.
[2] Acordo de Nível de Serviço - é um acordo formal entre um provedor de serviços e um cliente de TI, definindo objetivos e responsabilidades dos dois lados.
quarta-feira, 28 de maio de 2008

No dia 26 de maio foi publicado pela ISO (International Organization for Standardization) um novo padrão para a Governança de TI. Trata-se da ISO/IEC 38500.

Alguns domínios relativos à Governança de TI já possuem padrões e/ou normas associados. Temos a ISO 20000 relativa ao Gerenciamento de Serviços de TI, a ISO 27001 sobre segurança e também a ISO 9000 relativa à qualidade de processos. Todavia, a organização internacional reconheceu a necessidade da definição de um novo padrão.

Baseado em um padrão australiano (AS8015) a ISO/IEC 38500 cobrirá os aspectos relacionados à Governança Corporativa de TI. O padrão AS8015 provê seis princípios orientadores para o estabelecimento de uma boa governança corporativa e também para o uso aceitável, eficiente e efetivo dos recursos de TI. São eles:

  • Estabelecer responsabilidades facilmente compreensíveis para a TI;
  • Planejar a TI para que ela ofereça o melhor suporte à organização;
  • Validar as aquisições de TI;
  • Garantir a melhor performance da TI sempre que necessário;
  • Garantir a conformidade da TI junto às regras formais;
  • Garantir que a utilização dos recursos de TI respeitem os fatores humanos.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Muito já foi discutido sobre o papel da TI (Tecnologia da Informação) com as áreas de Negócios, porém na prática é indiscutível que as empresas dependem da TI, seja no setor Indústrial, Agrobusiness ou Serviços. Portanto, as corporações que respondem mais rápido as demandas do dia-a-dia são mais eficazes, isso se traduz em menor indisponibilidade das ferramentas que são fornecidades para a área de negócio. A indisponibilidade afeta diretamente na produtividade, em alguns casos perda de faturamento e multas contratuais, em setores regulamentados pode haver punições.

O Service Desk (Central de Atendimento) implementado seguindo as Melhores Práticas de mercado traz ganhos significativos para operação que sustentam as estratégias das instituições.

Veja abaixo 10 características do Service Desk:
1. Responsável pelo Gerenciamento do atendimento do início ao fim;
2. Ponto único de contato para todos os serviços de TI;
3. Tem como meta o restabelecimento dos serviços o mais rápido possível;
4. Dar suporte a todas as Mudanças da área de TI;
5. Representar o interesse do cliente de TI;
6. Conhecer os serviços de TI (catálogo de serviços);
7. Trabalho Reativo, porém faz parte da sua rotina atividades Pró-ativas;
8. Acompanhar e informar os indicadores aos gestores de TI, buscando a melhoria entre os processos e o alinhamento com os objetivos da área;
9. Incremento na qualidade dos serviços, consequente melhora a satisfação do usuário;
10. Aderência aos requisitos de Governança de TI.

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Salvador, Bahia, Brazil
Bacharel em Administração com Habilitação em Análise de Sistemas, Especialista em Qualidade e Governança de TI, Profissional certificado ITIL®.

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Blog relacionados a Qualidade e Governança de TI e IT Service Manage (Gerenciamento de Serviços de TI), tendo como base o ITIL, Gerenciamento de Serviços, ITSMF, Governança de TI, COBIT, ISO/IEC 38500, dentre outras.

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